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COZINHA Zero Desperdício



Pode não parecer óbvio, mas o desperdício alimentar está ligado às doenças zoonóticas doenças transmitidas de animais para seres humanos.

A agricultura é a principal responsável pela expansão humana a ecossistemas naturais, o que pode ser problemático, como explicou a diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Inger Andersen, em uma entrevista recente ao The Guardian.

“A perda contínua dos espaços naturais nos aproximou demasiadamente de animais e plantas que abrigam doenças que podem ser transmitidas para os seres humanos”, disse ela.

À medida que nos aproximamos dos habitats naturais, o contato entre seres humanos e hospedeiros animais aumenta gerando maior probabilidade de interação entre vetores e humanos.

As pessoas desperdiçam cerca de um terço de todos os alimentos que são produzidos ao ano. Esta perda alimentar também significa perda de recursos, como água e terra. Acabar com o desperdício nos ajudará a economizá-los e a mitigar a mudança climática grandes ameaças à saúde humana.

Nas nossas oficinas temos propostas em que os ingredientes são transformados em refeições nutritivas e servidas num ambiente de convívio.
Nós podemos solucionar este problema ao olhar os ingredientes com outros olhos. O desafio é pensar, por exemplo, numa maçã ou uma banana mesmo com suas imperfeições: elas ainda podem ser saborosas e nutritivas se usadas adequadamente.
Meu conselho é comprar alimentos sazonalmente e encontrar maneiras criativas de usar o que já tem, ao invés de sair para comprar mais.
O desperdício é apenas uma parte do problema. O consumo cada vez maior de alimentos que exigem utilização intensiva de recursos, como a carne vermelha e os ultra processados, também está impulsionando a conversão de áreas naturais para a agricultura destruindo ecossistemas, reduzindo a biodiversidade e contribuindo para as mudanças climáticas.
No cerne dos desafios que a humanidade enfrenta sejam pandemias emergentes, perda de biodiversidade ou mudanças climáticas está o nosso relacionamento disfuncional com a natureza.
Se não cuidarmos da natureza, não poderemos cuidar de nós mesmos.
Nesta oficina temos como ingrediente de eleição o alho francês ou também conhecido como alho-poró que goza, em Portugal, de uma vertente lúdica, associando-se aos festejos de S. João, no Porto, onde é usado para martelar as cabeças dos mais desprevenidos!

No País de Gales é um dos símbolos nacionais, fazendo parte dos rituais do dia de São David, altura em que é tradição os galeses usarem a planta como ornamento estético.

Informação Nutricional


O alho francês é um legume que se destaca pelas quantidades de vitamina C, ferro, folatos e vitamina B6.

O alho francês é muito comum nas nossas cozinhas. Mas só uma pequena parte deste legume tende a ser aproveitada: o talo. Muitas vezes, as folhas e a raiz acabam por ser desperdiçadas, dado serem menos versáteis e fáceis de integrar em receitas.

Vantagens e desvantagens

O alho francês é uma fonte de vitamina C e ácido fólico que, por serem antioxidantes, ajudam o sistema imunitário a proteger o organismo contra infecções e outros danos. Além disso, a vitamina C participa na produção do colagénio, uma proteína que faz parte de várias estruturas do nosso organismo, como a pele, tecido conectivo, cartilagem e tendões.

A vitamina B6, em conjunto com a vitamina B12, é essencial para a conversão da homocisteína, mantendo baixos os seus níveis. A homocisteína é uma molécula que pode danificar as paredes dos vasos sanguíneos e cujos elevados níveis no sangue estão associados com um maior risco de doença cardiovascular.

O ferro, também presente, desempenha um papel importante no transporte de oxigénio no organismo, na produção de energia e no sistema imunitário. É particularmente importante nas mulheres menstruadas por terem um maior risco de deficiência neste mineral devido às perdas de sangue.

O alho francês contém quantidades consideráveis de oxalatos, um anti-nutriente que pode interferir com a absorção de cálcio proveniente da dieta.

Como comprar e conservar


Aquando da compra, o alho francês deve apresentar-se firme, com folhas verde-escuras na parte superior e a parte inferior branca. O alho francês de boa qualidade não se deve apresentar amarelado ou murcho, e a parte inferior branca não deve apresentar rachas nem estar amachucada.
O alho francês está disponível durante todo o ano, embora exista em maior quantidade durante a primavera.

O alho francês fresco deve ser conservado no frigorífico, onde se manterá fresco por entre uma a duas semanas. Envolvê-lo num saco plástico irá ajudá-lo a reter a humidade. Cozido é altamente perecível, e mesmo quando conservado no frio, só se mantém em boas condições durante aproximadamente dois dias.

Este legume pode ser congelado depois de branqueado, por dois a três minutos, embora vá perdendo alguns dos seus gostos e qualidades desejáveis de textura, o alho francês pode ser mantido no congelador durante cerca de 3 meses.

Como utilizar


A parte branca do alho francês é a predileta dos cozinheiros, compondo sopas, guisados, gratinados e tartes; no entanto, as folhas verdes não devem ser desperdiçadas, podendo aplicar-se na confeção de sopas.
Algumas sugestões como aproveitar a totalidade do alho francês.

CONDIMENTO DE FOLHAS DE ALHO-FRANCÊS

As folhas de alho francês em pó dão um óptimo condimento para adicionar a pratos de arroz, massa, molhos, caril, saladas… A imaginação é o limite.

Ingrediente: folhas de alho francês.

Como fazer: Lava bem a parte verde do alho francês e deixa repousar num pano limpo para remover a água em excesso. Corta em tiras finas. Para secar as folhas, podes fazê-lo num desidratador a 50ºC ou no forno.

Neste caso, espalha as folhas num tabuleiro coberto com papel vegetal e cozinha na temperatura mais baixa até as folhas ficarem secas.

Vira-as de vez em quando. Quando as folhas estiverem secas, tritura-as até ficarem em pó. Guarda o condimento num recipiente hermético.PESTO

Ingredientes: parte verde de 2 alhos franceses, 1 alho, 50g. de caju ou outro fruto seco, 85g. de queijo parmesão ralado, sumo de 1 limão, ¼ de chávena de azeite, sal e pimenta.

Como fazer: Lava e corta os alhos franceses em tiras finas. Coze em água com sal até ficarem moles. Escorre. Com uma trituradora, tritura o alho com caju. Adiciona os alhos franceses, o parmesão, sal e pimenta a gosto e tritura até o pesto ficar suave e bem envolvido.
Durante este processo, vai adicionando o azeite aos poucos.

TALO

ARROZ DE ALHO-FRANCÊS

Ingredientes: 500g. de talos de alho francês, 2 colheres de sopa de azeite, 2 dentes de alho, 2 chávenas e meia de água, 1 chávena de arroz e sumo de limão a gosto. Podes acrescentar outros legumes.

Como fazer: Lava o alho francês e corta-o ao meio e em tiras finas. Adiciona azeite a uma frigideira, deixa aquecer e adiciona o alho francês. Deixa cozinhar, mexendo de vez em quando, até o alho francês ficar tenro. Adiciona sal e alho a gosto e deixa cozinhar mais um pouco. Adiciona o arroz e uma pitada de sal e mexe bem. Adiciona a água, deixa ferver e depois baixa o lume. Cobre a frigideira e deixa o arroz cozer. Quando estiver cozido, adiciona o sumo de limão e mexe bem.

RAÍZ

Basta cortar a raiz, colocá-la num copo com um pouco de água (nunca submergir completamente) e deixá-la perto de uma janela solarenga.

Vai trocando a água regularmente e vais ver como novas folhas de alho francês começam a renascer! Quando crescerem o suficiente, corta-as, usa-as nos teus cozinhados, e espera que renasça outra vez.


SOLICITE ATENDIMENTO
Sandra Lima
Para:93 200 39 23
Local- Centro Incentivar a Partilha Rua da Cruz de Pau, 153 4450-104 Matosinhos



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