A recente reportagem que analisa a realidade dos lares em Portugal expõe dados que não podem ser ignorados: 75% dos idosos com demência não saem à rua , mais de metade apresenta défice cognitivo e 28% nunca recebem visitas dos próprios filhos . São números que, mais do que estatísticas, representam vidas isoladas, rotinas empobrecidas e um sistema que luta para dar resposta às necessidades crescentes da população envelhecida. A demência, ao contrário de muitas outras condições, exige cuidados específicos, presença humana, estimulação cognitiva, segurança e, acima de tudo, uma abordagem centrada na pessoa . Quando estes requisitos falham, as consequências são profundas: regressão funcional acelerada, maior agitação, perda de autonomia e deterioração emocional. Um retrato que exige ação imediata A reportagem revela uma realidade que muitos profissionais e familiares já conhecem bem: Muitos idosos passam dias inteiros sentados , sem atividades estruturadas. A estimulação co...